O Fator Pessoas na Prevenção de Perdas


SOBRE O AUTOR:

Arivaldo Maciel: Graduado em Administração e Formação Técnica em Química, com especialização em Auditoria ISO 9000. 20 anos de experiência em indústria nos ramos alimentício e químico, como Auditor de Quality Assurance e Coordenador de Produção, com gestão de manufatura e grandes equipes multidisciplinares. Gestão de Prevenção de Perdas no Varejo, Auditoria de Processos, Negociação, Inventários, Monitoramento, implantação de sistemas e gestão de equipes de Segurança e Fiscais de Prevenção. Atualmente exerce Gerencia/Coordenação Administrativa e Operacional na área de engenharia de refrigeração.


Nos dias de hoje, o varejo como os demais ramos de negócios, necessita estar em sintonia com o que acontece no mundo. A Gestão de Pessoas se mostra um fator estratégico para uma organização. Concomitante a isto, o fator PESSOAS, no meu entendimento é o mais importante, para que haja um programa consistente e efetivo Prevenção de Perdas.

Group of business people working with digital tablet in office

Em toda a abrangência da cadeia de PP, a Pessoa tem participação efetiva, seja operacionalmente, assim como planejando, implantando ou medindo resultados. Torna-se fator preponderante, a seleção de mão de obra. Esta como um dos principais condicionantes para a redução ou aumento da perda. A contratação, sem um efetivo planejamento de seleção pode e certamente irá causar um aumento no índice da perda, pois sem comprometimento o individuo assegura problemas em qualquer departamento em que atuar. Por outro lado, se contratada corretamente, provavelmente terá um resultado oposto.

Como ferramenta de gestão, a motivação dos colaboradores, traz resultados expressivos à organização.  Treinamentos constantes e retenção de talentos complementam a receita. Observamos que não há nada de novo, o que há, perceptivelmente é muitas empresas que ainda não atentaram para este fator. Ao ver os resultados negativos do seu negócio o empreendedor, muitas vezes, aborda equivocadamente o fator PESSOAS e acena com demissões. É realidade, que muitas vezes se faz necessário este expediente, mas poderia ser evitado com um plano de Recursos Humano organizado e planejado.

A existência em um departamento focado na Pessoa é estratégica ao negócio, não só para a Prevenção de Perda, como para a Venda ou Produção. Um colaborador treinado e motivado tende a redução de insatisfação por parte dos clientes. Traz resultados positivos ao negócio, aumento de venda, redução de devoluções, aumento do lucro líquido e ao mesmo tempo redução da Perda. Esta última é um reflexo direto do controle ou descontrole do negócio.

Outro fato que é inerente ao negócio é o risco. Quanto maior o risco maior controle é necessário e mais necessitamos do funcionário, que esteja disposto a resolver o desvio e comprometido com o resultado.

Em épocas de crise vemos uma oferta muito grande de mão de obra no mercado, muitos destes são pessoas estratégicas para as organizações. Ficaram desempregadas por fatores diversos e que seriam muito importantes para qualquer negocio. Identificá-los se torna estratégico. Infelizmente há no varejo e em outros ramos a visão de um funcionário dependente de ordens e “gestores” controladores, para que o trabalho seja executado. A gestão centralizada e controladora se faz necessária quando mão de obra é deficitária, em conhecimento e comprometimento. O que se tem é uma grande probabilidade de obter resultados que não haviam sido previstos. Todos os setores da economia necessitam de pessoas independentes, honestas, de raciocínio próprio e autonomia. Um Programa de Prevenção de Perdas igualmente necessita.

Como temos conhecimento, uma parte da mão de obra  brasileira não tem um nível educacional condizente para se chegar a desenvolver um projeto de Prevenção de Perdas a níveis de excelência. Torna-se necessário, então, que se execute um trabalho para tornar esta mão de obra deficiente em indivíduos que tragam resultados para o negócio. Assim o departamento de P&P pode se tornar também um multiplicador educacional dentro das Organizações fazendo o papel, não só de Auditor e disciplinador, mas educativo.

 

Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. Quem sobrevive é o mais disposto à mudança.” – Charles Darwin

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