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A Principal Engrenagem dos Processos

 

Olá amigos!
 
É sabido que quando falamos em Prevenção de Perdas tomamos como base os seus pilares que são: Processos, Pessoas e Tecnologia.
 
Inúmeras empresas gastam milhões na melhoria dos seus processos, mas na hora de colocar em prática, um componente que é vital para que essa engrenagem funcione perfeitamente não é bem utilizado. Refiro-me as PESSOAS.
 
De nada adianta criar processos incríveis se na hora de aplicá-los o seu principal executor não esta preparado para colocá-los em prática, ou pior, ele se quer foi consultado para captação de idéias. 
 
No varejo existe uma peculiaridade que é essencial para o seu sucesso que é o que chamamos de “chão de loja” e se você não entender como ele funciona na prática, quais são as suas principais fraquezas e o que há de forças e criar todo um processo em cima de teorias e não se envolver na operação, meu caro leitor eu lhe pergunto: Qual é a chance de se obter sucesso? Tenho absoluta certeza que você responderá nenhuma!
 
Portanto, pessoas que não estão bem inseridas no contexto dos processos, não são ouvidas, envolvidas, treinadas e recicladas emperrarão toda a engrenagem. Quem lida diariamente com Prevenção de Perdas, principalmente no varejo sabe bem do que estou escrevendo. É preciso bater inúmeras vezes na mesma tecla até que o processo flua com clareza.
 
Para ilustrar a importância de envolver as pessoas ligadas diretamente a operação “chão de loja” na elaboração dos processos, transcrevo a história contata por um palestrante.
 
“Uma grande empresa multinacional (que fabricava, entre outras coisas, pasta de dentes) tinha, há 15 anos, um grande problema para ser resolvido: na esteira final de embalamento algumas caixinhas vinham vazias, sem o tubo de creme dental. Isso era um problema, pois poderia causar dificuldades comerciais para a empresa.
 
O que fez a multinacional? Contratou engenheiros para resolver o problema. Os engenheiros trabalharam por três meses, consumindo oito milhões de reais e chegaram a uma solução “estupenda”: um programa de computador, acoplado à esteira de aço com uma balança ultra sensível. Quando passava uma caixinha vazia o sistema acusava a diferença de peso, parava a máquina, travava tudo, um braço hidráulico vinha e tirava a caixa vazia.
 
Depois de dois, três meses de funcionamento perfeito, foram olhar os relatórios e descobriram que havia dois meses que o sistema estava desligado. Chamaram supervisor, gerente e chefe e ninguém sabia de nada. Chamaram os operários e alguém falou: “a gente desligou isso, porque dava um trabalho danado. Travava o tempo todo”. Então, como é que está funcionando sem defeitos? “A gente resolveu do nosso jeito: fizemos uma vaquinha, juntamos oitenta reais e compramos um ventilador grande e colocamos na esteira. Quando passa uma caixinha vazia o vento carrega!”
 
Bom, adianto que a história do palestrante não é verdadeira foi apenas utilizada para compor o raciocínio e por isso estou compartilhando, pois ilustra exatamente a importância de envolver as pessoas diretamente ligadas a operação na elaboração de qualquer processo que tenha impacto considerável na rotina diária dos trabalhos. Assim, envolvendo toda a equipe pode gerar maiores e melhores resultados em menor tempo.
 
Se considerarmos que a Prevenção de Perdas existe desde meados da década de 90 e lá se vai quase 23 anos ainda há muito que se fazer, processos para criar e pessoas para ouvir e treinar.
 
Sucesso a todos, e até o próximo artigo.
 
Abraços
 
Autor: André Ochoa – Profissional de Prevenção de Perdas e Segurança Patrimonial com vasta experiência no varejo e na prestação de serviços
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