Prevenção de Perdas em Home Center – 2ª Parte

Dando continuidade a série deste artigo sobre Prevenção de Perdas em Home Center, falaremos a respeito da Estrutura de Prevenção de Perdas neste segmento.

Conforme havíamos comentado no artigo anterior, ainda encontramos em algumas empresas uma área extremamente reativa que foge ao seu conceito e é confundida com atividades de Segurança Patrimonial, Gestão de Estoques, etc. Muitos executivos ainda não entendem a distinção entre as áreas e temos assim o surgimento de muitos conflitos internos que podem influenciar no desempenho da área.

Entendemos que mesmo havendo um único gestor para estas áreas, até por uma questão de customização, o ideal é que se exista uma clareza das atividades e objetivos de cada sub-área, desta forma teremos processos transparentes e livres de surpresas.

No Brasil o modelo mais comum que encontramos é o Gestor de Prevenção de Perdas responsável pelas atividades de Prevenção de Perdas em Filiais e CD’s, Segurança Patrimonial e Atividades de Inventários, conforme organograma abaixo:

organograma post manoel

Em nossa visão, no setor de Materiais de Construção, devido a sua dinâmica e também complexidade o ideal é que tenhamos um desmembramento das atividades de Gestão de Estoques/Inventário do setor de Prevenção de Perdas justamente para que a área possa focar em atividades mais estratégicas e desta maneira ter uma atuação mais eficiente e independente no negócio.

Muitos buscam uma fórmula pronta no momento de definir uma estrutura de Prevenção de Perdas, mas apesar de termos modelos muito parecidos no mercado brasileiro, devemos levar em consideração também algumas variáveis que fazem toda a diferença, como por exemplo: Planejamento orçamentário, Cultura Organizacional, Estratégia da Companhia, etc.

O Departamento de Prevenção de Perdas deverá conter em seu quadro uma divisão, onde temos profissionais internos mais focados em indicadores e suporte à equipe externa e operacional e outra formada por profissionais, de perfil mais operacional com o objetivo de monitorar a execução das normas e procedimentos dando apoio aos agentes de Prevenção de Perdas que ficam fixos nas filiais realizando checagens diárias dos processos.

A Supervisão ou Coordenação Regional de Prevenção de Perdas de posse da compilação dos dados das atividades dos agentes de Prevenção das filiais da sua região, deverá discutir junto à gestão operacional os planos de ações corretivos e juntos chegarem aos objetivos da companhia.

A Prevenção de Perdas passa a ter uma atuação de apoio à área de Operações e contribui para que o ciclo PDCA, continue a evoluir após a obtenção dos primeiros resultados, desta maneira, é possível estabelecer novas metas e avaliar outras oportunidades de perdas financeiras, como por exemplo: Perdas Trabalhistas, Operações Financeiras, Imagem, etc.

É consenso pelos estudiosos e especialistas da área que a estrutura de Prevenção de Perdas responda diretamente ao Presidente da empresa, caso não seja possível, o ideal é que faça parte de uma diretoria não operacional.

O momento da estruturação da área é primordial para que tenhamos sucesso no projeto e se consiga de forma mais rápida na redução das perdas financeiras, porém temos que estar cientes que serão muitos os paradigmas a serem quebrados em uma companhia que não possua esta cultura.

Vejo você na próximo artigo! Curtiu? Compartilhe o artigo na sua rede!

Abraços!

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Autor: Manoel José, Consultor Sênior na Boucinhas Consultoria em Prevenção de Perdas & Gestão de Varejo, Professor, Especialista em Prevenção de Perdas e Varejo, com experiência nos segmentos têxtil, drogaria, material de construção e supermercadista.

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